O que é "um Deus" segundo os critérios bíblicos? - Parte 02
- Refutando a trindade, Saga
- 26 de jun. de 2015
- 4 min de leitura
A primeira parte desse tema fez uma análise em cima de alguns outros termos e chegamos à conclusão de que "classe" é bem diferente de "identidade". Como assim? Vejamos um breve resumo do que foi analisado.
Classe é muito diferente de Identidade. A palavra "Adão" significa "homem ou "humanidade": então falemos de Adão e dos filhos de Adão e as filhas de Adão. Quem é filho de Adão, é adão ou “um adão” (um homem ou ser humano), mas não é O ADÃO, quer dizer, ele não pode ser seu próprio pai Adão! Ele faz parte da família adâmica (Classe), mas não é o próprio Adão (Identidade).
Além disso, pense no homem chamado Adão, ele era um filho do homem (ou filho de Adão)? Óbvio que não! O termo filho de adão/filho do homem NÂO SE APLICA A ADÃO. Ele não pode ser FILHO DE SI MESMO, nem existe qualquer outro homem antes dele que lhe possa ser pai! Pela mesma lógica, um “filho de Deus”, não poderia nunca ser Jeová Deus, Jeová não é filho de ninguém, nem tem pai.
Jeová não é uma classe de seres, ele é uma pessoa. As pessoas podem ser do mesmo gênero que outras, serem da mesma família, terem o mesmo clã, fazerem parte da mesma natureza, terem qualidade em comum (serem da mesma classe), mas nunca podem SER OUTRA PESSOA (terem a mesma Identidade). A identidade é intransferível, eu sou eu, você é você. Deus não é Filho de Deus, embora um filho de Deus poderia ser um "deus" assim como Adão não é filho do homem embora um filho do homem possa ser um homem.
Embora existam vários “adões”, Adão, o primeiro homem feito do pó da terra, só existiu um. Vejam a diferença entre um substantivo próprio e um substantivo comum. O substantivo comum expressa algo genérico (vários podem ser aquilo), o substantivo próprio especifica uma identidade única.
Após esse breve resumo (para mais explicações recomendamos a leitura do primeiro artigo), fica mais fácil entender o que é "um Deus" conforme o termo usado na bíblia.
O QUE SERIA UM "DEUS"?
Em termos resumidos, um "Deus" seria aquele que cumpre um papel, função ou atribuição que seria própria de Deus, originalmente ou exclusivamente uma qualificação Dele.
Juízes (Salmos 82:1,2,6; João 12:34-36) - O ato de julgar, absolvendo ou punindo os crimes, exercendo a justiça sobre as almas, com poderes sobre a vida e a morte dos réus é uma característica do próprio Deus, que está sendo concedida aquele que detem o legitimo cargo de "juiz". Como está atuando sob concessão no lugar de Deus quando senta naquela cadeira do tribunal para julgar, então se diz que a função de juiz o torna "um deus".
Anjos (Salmos 8:4,5; Hebreus 2:6,7) - Os anjos atuam muitas vezes fazendo os milagres, trazendo os julgamentos ou recitando as palavras que seriam de Deus, neste caso seriam "deuses" por estarem atuando como representantes Daquele que não pode ser visto. Sem contar que são seres que vivem nos céus, portanto, possuem corpos espirituais, melhor dizendo, possuem natureza divina, sendo legitimamente chamados de "filhos de Deus".
Moisés - Foi escrito assim sobre ele: "Te fiz Deus sobre Faraó e Arão será seu profeta" (Êxodo 7:1). Pois bem, sendo Jeová alguém que não pode ser visto, para o Faraó do Egito, "Deus" seria representado por Moisés para aqueles que viam as pragas e milagres no Egito, sendo que era Moisés o realizador daqueles prodígios., através do poder de Deus. Aqui está o sentido de Moisés ser "um deus" para Faraó.
O Verbo (João 1:1) - Aquele que foi chamado de "Logos" no Principio da Criação atua como agente divino na criação de Deus, sendo assim estava a realizar uma tarefa que originalmente deveria ser feita apenas pela Deidade, mas que o Logos terminou por realizar em Seu Nome e de posse de Seu Poder, neste momento sem dúvida ele era "um deus". Novamente frisamos que, por ser um ser espiritual, assim como os anjos e O Pai, o verbo possui um corpo espiritual nos céus (ou natureza divina). Deus Unigênito (João 1:18) - O Filho revela aquele que é Invisível. Deus não pode ser visto por ninguém, então é necessária a figura do "deus unigênito", um Filho gerado em forma e imagem de Deus para refletir sua glória e qualidades e assim demonstra-Lo e explica-Lo ao mundo através de um exemplo vivo.
Ídolos - O ídolo atua contra ou no lugar de Deus, recebendo "latria" (adoração) e tentando substituir o lugar do Deus verdadeiro. A adoração própria apenas a Jeová termina sendo recebida por um "falso deus". O ídolo é um ser ou objeto que visa subtrair da glória de Deus para si usurpando o culto de Deus, nosso Pai.
Satanás (2 Coríntios 4:4) - Se diz que o Diabo é "o deus deste mundo", sim, pois o sistema mundial querendo ou não acaba o servindo como "deus" quando atua contra os interesses do nosso Criador. Não apenas alguns adoram a Satanás ou a seus demônios diretamente, mas também o fazem pensando que estão agradando a Deus. Assim os demônios se passam por "deuses".
CONCLUSÃO Reconhecemos assim que que a existência destes acima chamados "Deuses" (classe) não interfere em nada na unicidade de Deus, nosso Pai, Jeová (identidade). Ele é um por ser uma única pessoa e por ter atributos únicos e exclusivos em níveis absolutos e por ser o objeto de nossa adoração. Como não existe outro ser que tenha estes mesmos predicados, então Ele é o Único que é verdadeiramente Deus, mesmo que o titulo "Deus" possa ser aplicado a outros seres sem interferir na identidade pessoal e única de Jeová Deus, aquele que merece toda nossa adoração.
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